Segundo informa a FGV, no final de 2008 o setor da radiodifusão respondia por 0,49% do PIB, gerava 302,6 mil empregos (diretos e indiretos) faturava mais de 23,5 bilhões de reais ao ano e a publicidade respondia por 89% da receita das emissoras.
Se nos primórdios da TV brasileira, em 1950, existiam apenas 100 aparelhos receptores no país, quatro anos depois do seu lançamento, em 1954, este número passou para 120 mil unidades. Na década de 70, foram mais de 6 milhões de unidades. Em 2002, este número já alcançava a casa dos 42,7 milhões, subindo para 54,8 milhões de domicílios ao final do ano de 2008.
O rádio, por ser um elemento de serviços mais barato e também por possuir maior independência da energia elétrica (pois na ausência desta era alimentado por baterias automotivas), possuía, no início da década de 70, quase o dobro da taxa de penetração da televisão. Isso significa pouco mais de 10 milhões de domicílios com este bem durável.
Entre 2004 e 2008, o percentual de brasileiros (de dez anos ou mais de idade) que acessaram ao menos uma vez a Internet pelo computador aumentou 75,3%, passando de 20,9% para 34,8% das pessoas nessa faixa etária, ou 56 milhões de usuários (Fonte: PNAD/IBGE).
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2003 (PNAD - 2003) registrou que das 49,1 milhões de residências brasileiras, 87,8% possuíam rádio. Vale ressaltar que este número alcançou 90,4% nos anos de 1996 e 1998. Nos anos posteriores, esta taxa de penetração não apresentou mais crescimento sistemático, tendo alcançado seu nível de saturação domiciliar e mantendo-se na casa dos 88,1% a 88,9%, até o ano de 2008. Essa tendência não se repetiu com a taxa de penetração da televisão, que cresceu continuamente, passando de 75,8% em 1993 para 90,0% em 2003 e, finalmente, alcançou a taxa de 95,1% em 2008.
Em 2008 existiam mais domicílios com TV (95,1%) do que com rádio (88,9%). Entretanto, na área rural, o rádio superava a TV em domicílios atendidos, na proporção de 83,5% para 81,8% das residências, isso de acordo com o site especializado Teleco. As razões desta disparidade estão na taxa de penetração da energia elétrica. A grande maioria dos domicílios possui TV a cores (94,5%). Apenas 0,6% possui TV preto e branco.
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