A Disney quer falar cada vez mais espanhol e português. Para o ano de 2012, a corporação de mídia planeja investir ainda mais nas atrações regionais da América Latina e também naquelas exibidas no Brasil. A ideia da Disney é contar com um cardápio atrativo em seus três canais (Disney Channel, Disney XD e Disney Jr.) e oferecer programas com os quais os espectadores do continente tenham uma identificação direta.
“Por mais que, em termos de participação direta no faturamento, os negócios da América Latina ainda não tenham um peso muito grande, para a empresa é uma área muito estratégica, pois o mercado regional é muito forte e tem um potencial de crescimento grande. Por isso é importante produzir exclusivamente para essa região”, relata Cecília Mendonça, diretora de estratégia de negócios dos canais Disney.
Grande parte dos programas direcionados para a região chamada Disney Latina é produzida nos estúdios da companhia localizados na cidade de Buenos Aires, na Argentina. É neles que são gravados, por exemplo, as versões em espanhol e também em português dos programas Zapping Zone, do Disney Channel, e Art Attack, do Disney Jr. Algumas versões regionais – como o caso do Art Attack – chegam a ser exportadas e adaptadas até para países europeus.
“Por enquanto tentamos equilibrar a exibição de seriados de sucesso dos Estados Unidos com atrações regionais, pois o público demanda esses dois tipos de atração. Mas a Disney planeja, sim, incrementar o número de atrações latinas e também brasileiras, pois esse é um meio muito rapido de cativar e chamar a atenção do público. E, no caso do Brasil, estamos planejando isso ainda com mais afinco pois temos que nos enquadrar nas leis regionais de televisão paga”, explica Nora Tela, diretora de marketing e do mercado de mídia para a América Latina, citando o PLC -116, sancionado há poucos dias pela presidente Dilma Rousseff e que regulamenta novas práticas para os canais pagos (inclusive a exibição de um percentual mínimo de produção nacional pelos canais estrangeiros).
Encerrando o ano fiscal de 2011 agora em setembro, a Disney comemora os bons resultados regionais do período – sem revelar dados de faturamento, por estratégia da companhia. Apesar disso, a companhia já está atenta para os possíveis efeitos que a instabilidade econômica europeia possam causar no continente sul-americano. “Sabemos que o Brasil vive uma ótima situação econômica, mas, como os mercados são interdependentes, é cedo prever o que acontecerá por aqui. Daremos continuidade às nossas estratégias de lançamentos de atrações e produtos, mas sempre acompanhando os efeitos econômicos globais”, ressalta Gérman Caino, vice-presidente comercial da Disney na América Latina.
Fonte: Meio & Mensagem
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